Luta de Classes e o Combate ao Feminicídio


O feminicídio continua sendo uma das formas mais graves de violência no Brasil. Não estamos falando apenas de assassinatos. Muitas mulheres sobrevivem, mas saem espancadas, feridas, marcadas no corpo e na mente. Carregam cicatrizes profundas deixadas por um machismo colonial que ainda organiza a vida social do país. Esse machismo não é um detalhe cultural: é uma estrutura que atravessa séculos, reforça desigualdades e coloca a vida das mulheres sempre em risco.

A violência contra a mulher não é um problema individual nem fruto de relações pessoais mal-resolvidas. Ela nasce da lógica de dominação que atravessa a sociedade brasileira desde a colonização: a ideia de que o homem teria algum tipo de posse ou autoridade sobre o corpo e a vida da mulher. Essa mentalidade, reforçada pelo patriarcado e pela desigualdade social, produz as agressões, os abusos e os assassinatos que testemunhamos todos os dias.

No entanto, quando olhamos a partir da perspectiva do socialismo científico, fica claro que essa violência não é um destino inevitável. A transformação profunda da sociedade exige que homens e mulheres caminhem juntos contra o capital, contra todas as formas de opressão e exploração. É precisamente no horizonte marxista-leninista e, sobretudo, maoista, que encontramos a compreensão de que a emancipação das mulheres é parte central da revolução social. Mao Zedong afirmou de forma direta e poderosa: “As mulheres carregam metade do céu” (MAO ZEDONG, 1968, p. 54). Essa afirmação não é apenas simbólica; ela coloca a luta das mulheres como força indispensável na construção do novo.

Quando homens e mulheres se unem na luta revolucionária, superando divisões impostas pela sociedade burguesa e seu machismo estrutural, tornam-se capazes de desmontar, na prática, a lógica patriarcal que sustenta o capitalismo. No socialismo, não há espaço para que o feminicídio continue. A união consciente entre homens e mulheres, guiada pela ciência revolucionária do marxismo-leninismo-maoismo, abre caminho para relações baseadas no respeito, na igualdade e na construção coletiva. Nessa perspectiva, defender a vida das mulheres não é apenas um ato moral: é um passo essencial para a emancipação de todo o povo.

Prof. Marcelo Pacce

Comentários

Postagens mais visitadas