Editorial do Jornal A Nova Democracia Crise Política Aprofunda
O Brasil atravessa uma crise profunda que não é apenas política nem institucional. Trata-se da crise de um velho sistema apodrecido, sustentado pela burguesia, pelo latifúndio e pelo imperialismo. A democracia liberal já não consegue ocultar sua verdadeira função: proteger os ricos e reprimir o povo. O bolsonarismo surge como produto direto dessa decomposição social, do desemprego, do empobrecimento e da violência estatal cotidiana. Bolsonaro é apenas uma figura dessa engrenagem. A extrema direita existe para além dele e seguirá atacando direitos e liberdades enquanto essa ordem permanecer. As eleições de 2026 não oferecem uma escolha real ao povo, mas sim disputas internas entre setores da classe dominante. Mudam os nomes, mantém-se o programa. Supremo, Congresso e Executivo se enfrentam publicamente, enquanto na prática operam juntos para preservar a ordem. No campo, a realidade é ainda mais crua: concentração fundiária, grilagem, expulsões e repressão contra camponeses pobres. Como afirmou o Camarada Presidente Mao Tsé-tung, “os problemas reais só se resolvem quando se transformam as condições reais”. É nesse cenário que se insere o editorial a seguir, publicado pelo jornal A Nova Democracia, expressão da imprensa popular e combativa.
Editorial – Os Bolsonaros esperneiam com cacife eleitoral
Bolsonaro encontra-se enfraquecido, mas a extrema direita segue ativa. Ele precisa renegociar acordos e cobrar fidelidade daqueles que cresceram politicamente à sua sombra. A indicação de Flávio Bolsonaro como presidenciável teve o aval formal do PL, mas expôs o descontentamento da própria direita, que reconhece sua baixa viabilidade eleitoral. Tarcísio de Freitas surge como alternativa mais palatável à burguesia, com menor rejeição e maior capacidade de unificar a direita liberal, o centro político e setores do Congresso. Bolsonaro prefere preservar seu capital eleitoral a entregá-lo integralmente a outro nome que possa disputar sua liderança. A exigência de “Bolsonaro livre e nas urnas” funciona como instrumento de pressão e barganha. O clã Bolsonaro sabe das limitações reais dessa condição, mas a utiliza para negociar proteção e espaço político. No segundo turno, a tendência é a unificação da direita, como historicamente ocorre. A base bolsonarista permanece existente, porém fragmentada e sem coesão. A extrema direita já não depende exclusivamente de Bolsonaro para operar. Como observou o Camarada Presidente Mao Tsé-tung, “quando as contradições se aprofundam, os conflitos vêm à tona”. A crise entre STF, Congresso e Executivo expressa essas contradições no interior da classe dominante. Cada poder acusa o outro, enquanto todos avançam sobre direitos e liberdades populares. A velha democracia burguesa revela seu esgotamento histórico. No campo, a situação se agrava. Camponeses pobres enfrentam despejos, repressão policial e a ação de bandos ligados ao latifúndio. A terra tornou-se objeto de especulação, enquanto o Estado financia o agronegócio e criminaliza a resistência popular. Como sintetizou o Camarada Presidente Mao Tsé-tung, “sem resolver o problema da terra, nada se resolve de fato”. A Revolução Agrária segue como eixo central da transformação brasileira. Defender a luta dos camponeses pobres é dever de todos os que se colocam ao lado do povo.
Sobre o jornal A Nova Democracia
Há mais de duas décadas, o jornal A Nova Democracia se mantém com o apoio de operários, camponeses, estudantes e intelectuais progressistas, sem vínculos com a burguesia ou o Estado. Sua linha editorial permanece firme, popular e classista, em oposição à imprensa reacionária e submissa ao imperialismo. Assinar e apoiar o jornal A Nova Democracia é fortalecer uma imprensa verdadeiramente democrática e a serviço do povo brasileiro.
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