A Horda Oculta do Revisionismo - A Traição Ideológica e o Caminho Reformista do PCdoB sob a Égide de João Amazonas
A Horda Oculta do Revisionismo: A Traição Ideológica e o Caminho Reformista do PCdoB sob a Égide de João Amazonas
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) trilhava uma senda que, sob uma análise crítica, revela um progressivo abandono de seus princípios revolucionários originais, culminando em sua integração ao sistema político institucional.
A reorganização do PCdoB em 1962 se deu sob a égide da crítica ao revisionismo então encarnado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). No entanto, sob a liderança de figuras como João Amazonas, o próprio PCdoB teria, na visão crítica que ora se apresenta, paulatinamente capitulado a um revisionismo de matiz própria, enveredando por um caminho de reformismo que o distanciou de uma postura verdadeiramente revolucionária.
A participação crescente do PCdoB na arena institucional, a busca por alianças eleitorais amplas e a adaptação de seu discurso a uma agenda reformista, em detrimento de uma estratégia de ruptura radical com a ordem estabelecida, seriam sintomas desse desvio ideológico. Essa trajetória, longe de representar um avanço na luta pela emancipação da classe trabalhadora, configuraria, na presente análise, uma integração ao sistema de dominação capitalista, transformando o partido em mais um gestor dos interesses do imperialismo em sua fase neoliberal e decadente.
Como alertava Lênin em "Que Fazer?", a construção de um partido de novo tipo, um partido verdadeiramente revolucionário, exigia uma prioridade na luta extraparlamentar, na organização e mobilização da classe trabalhadora para a derrubada do poder burguês. A participação nas instituições do Estado burguês deveria ser tática, um fórum de denúncia das mazelas do sistema e de agitação revolucionária, jamais o centro da estratégia de transformação social.
Nessa perspectiva crítica, o PCdoB, assim como o PT, PSOL, PCB, PSB e PDT, teriam se tornado meros "escritórios do imperialismo", partidos institucionalizados que, ao invés de confrontarem a essência do capitalismo, atuam como gerentes de turno, administrando a exploração e a opressão sob as vestes de um progressismo domesticado. A prioridade na luta institucional, a busca por reformas dentro do sistema capitalista, representaria, portanto, uma capitulação ao revisionismo e um abandono do objetivo fundamental da revolução socialista.
A outrora promissora crítica ao revisionismo alheio teria se tornado, ironicamente, a máscara para o próprio descompromisso ideológico, aprisionando o PCdoB na engrenagem do reformismo e o afastando de um projeto de transformação radical da sociedade brasileira.
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